16 de set. de 2013

Ampliação da sede do Facebook terá telhado verde

Fonte da imagem: Eco Desenvolvimento.

Segundo o site EcoD, o arquiteto Frank Gehry é o responsável pelo projeto do campus oeste, no qual o destaque não está em seu interior, mas no telhado, que será transformado em uma grande área verde. 

Fonte da imagem: Arch20

Além de plantas, como os carvalhos, o local terá móveis, quiosques, cafés e os funcionários vão poder andar entre os campus leste e campus oeste através de um túnel projetado para andar de bicicleta e caminhar. 

Fonte da imagem: Business Insider

Segundo o GreenBiz, o telhado será um verdadeiro parque verde.
A empresa deve seguir a exigência da cidade em plantar 80% de espécies nativas ou xeriscape – aquelas que precisam de pouca ou nenhuma água. 
O novo campus será construído em 22 hectares e vai abrigar 2.800 novos funcionários. Não se sabe ainda se ele terá certificação LEED ou se vai incorporar energias renováveis.
O campus que fica em Menlo Park, na Califórnia, e tem previsão para ficar pronto ainda no ano de 2013.

Fonte da imagem: Eco Desenvolvimento

Fonte da imagem: Business Insider

Leia mais em inglês nos sites:

12 de set. de 2013

Iluminação gerada por bactérias criam o conceito de lâmpadas ecológicas

Fonte da imagem: Philips

Hoje, com o crescimento acelerado da demanda por energia nos centros urbanos surgem, a todo o momento, novas possibilidades comerciais para energias alternativas. Grande parte das empresas se preocupa em criar produtos ecológicos desde a produção até o descarte.
Em 2011, a Philips desenvolveu um conceito de lâmpada que utiliza uma enorme colônia de bactérias para produzir energia. Maiores detalhes no site oficial da empresa, em inglês. A invenção foi denominada Bio-Light e é um conceito que utiliza diferentes tecnologias biológicas para proporcionar efeitos luminosos nos ambientes.

  Fonte da imagem: Philips



Ele explora o uso de bactérias bioluminescentes, que se alimentam de metano e material de compostagem. Alternativamente, a luz de matriz celular pode ser preenchida com proteínas fluorescentes que emitem luz de diferentes frequências. A luminescência é a capacidade que uma substância tem de emitir luz quando submetida a algum tipo de estímulo, geralmente em reações químicas.
"O design também traz elementos modernos: a lâmpada tem uma parede de vidro em forma de células, própria para abrigar colônias bacterianas. Cada uma delas é conectada a finos tubos de silicone por onde o metano e os materiais compostos são conduzidos até os micro-organismos vivos, alimentando-os. Para alimentar cada uma das colônias e manter a produção de energia, a Philips sugere que o metano seja recolhido do processo de trituração de alimentos, como os vegetais, por exemplo." Trecho da matéria 'Empresa cria lâmpada ecológica que utiliza bactérias para produzir luz' disponível no site Olhar Digital.



Fonte da imagem: Philips
 

O conceito apresentado pela Philips ainda não é capaz de substituir a iluminação artificial. Ele é apenas um primeiro passo em busca de formas ecológicas de produção de energia. Contudo, a Philips acredita que o projeto poderá ser usado como um indicador noturno em estradas, sinais de saída de emergência, faixas de advertência em lances de escadas, monitoramento do status de doenças como a diabetes em pacientes individuais, utilizando biossensores bioluminescentes e outros usos que necessitem pouca iluminação.
De acordo com a Philiphs, não é uma tecnologia para os dias de hoje e sim para o futuro. É um conceito de design visionário. Contudo, provavelmente essa descoberta incentivou outras pesquisas. Neste ano de 2013, três alunos da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, projetaram uma lâmpada que funciona com a luminosidade gerada por bactérias do sistema digestivo.

  Fonte da imagem: Ciclo Vivo

De acordo com notícia publicada no site Ciclo Vivo "O projeto, que foi batizado de “Biobulb”, sugere que a iluminação seja produzida pela bactéria Escherichia coli – presente no intestino dos seres humanos. Para isso, a equipe de biologia sintética busca uma maneira de modificar o gene da bactéria para fazer com que ela brilhe como os vagalumes."
"Os estudantes também pretendem desenvolver um ecossistema auto-suficiente. Serão colocados vários tipos de micro-organismos, cada um desempenhando uma determinada função e mantendo a vida dentro de um recipiente fechado, como uma lâmpada. Esses organismos então gerariam luz por meses sem gastar energia elétrica."
O projeto “Biobulb” já teve o apoio de financiamento coletivo de mais de dois mil dólares.
Alexandra, integrante do grupo, acredita que além da questão da falta de acesso a eletricidade (situação ainda comum nos dias atuais), o projeto pode reduzir o preconceito com os experimentos feitos com organismos geneticamente modificados. Os estudantes pretendem que o Biobulb sirva como ferramenta educacional de conscientização acerca das possibilidades da engenharia genética.
           
Vídeo em inglês no Vimeo:
Frontier Fellows Biobulb Project

Publicações e Sites Consultados:

2 de set. de 2013

Recarga de celular à base de energia solar em NY


Fonte da imagem: Street-Charge.


Fonte da imagem: ÜberGizmo

Imagine a seguinte situação: você está na rua da sua cidade e percebe que a bateria do celular está sem carga ou prestes a terminar. Aí você se dirige até um ponto de recarga, alimentado por energia solar, que pode estar disponível em parques, ruas e praias, recarrega o seu aparelho e resolve o problema.


Fonte da imagem: Att.com

Isso já é realidade em Nova York. A megalópole iniciou a instalação de 25 desses pontos de recarga, segundo informou o site da Exame, onde pode ser conferido aqui.

Fonte da imagem: EcoD.

De acordo com o conteúdo do site EcoDesenvolvimento.org, esse local é chamado de Charge Street. O ponto de recarga possui saídas USB e pode acomodar até seis dispositivos ao mesmo tempo, independentemente da operadora de telefonia móvel, com portas dedicadas para iPhones, Androids e BlackBerrys.


Fonte da imagem: Inhabitat.com


Uma superfície feita a partir de materiais reciclados serve de apoio para o gadget e como descanso para uma bebida enquanto a pessoa espera. Para uma recarga completa de um smartphone são necessárias duas horas, mas em 30 minutos dá para recarregar até 30% da bateria.



Fonte da imagem: MobileMag.com


O projeto, que ainda está em fase de teste, nasceu de um trabalho de recuperação realizado pela AT&T após a passagem da super tempestade Sandy, em outubro de 2012. Na ocasião, a empresa montou postos de carregamento móvel nas áreas afetadas por apagões em Nova York, o que inspirou a criação de estações de carregamento para uso cotidiano, veja aqui no site da Exame.

Fonte da imagem: Core77


As estações de recarga são fruto de uma parceria entre a empresa de telecomunicações AT&T, a start-up Goal Zero e o estúdio de Design americano Pensa.


Fonte da imagem: Colmeia.Biz


São compostas de postes de aço de 12,5 metros de altura, com três painéis solares em forma de pétala.

Fonte da imagem: Att.com

Fonte da imagem: Tree Hugger


Locais onde se poderão encontrar os Charges Streets em Nova Iorque até o final de 2013, de acordo com a informação do site Inhabitat são:
Manhattan, Brooklyn, Queens, Bronx, Staten Island e Governor’s Island Randall’s Island.


Fonte da imagem: Core77


De acordo com o site Colmeia.Biz o Charge Street também utiliza como suporte de conexão dessa energia: postes, placas de sinalização, bancos de praça ou outras infraestruturas urbanas. Dependendo destes, pode virar, à noite, um poste de iluminação comum, com o diferencial de ser movido a energia solar.

Fonte da imagem: Every Day Object

Desenho do projeto fornecido no site Core 77.


Se for bem sucedida, a iniciativa poderá ser expandida para outras cidades dos Estados Unidos. 
Seu custo total é estimado entre US$ 300 mil e US$ 500 mil dólares, cerca de R$ 600 mil a R$ 1 milhão de reais, dados obtidos pelo site da Exame.

Você gostaria de ter pontos de recarga como estes em sua cidade no Brasil?

Fonte da imagem: Tree Hugger.


Assista:
- Vídeo oficial da AT&T foi publicado no Site Street-Charge.com, veja no Youtube
- Vídeo de divulgação e explicação do Street Charge foi publicado no site Core77 veja no Youtube

Leia mais em inglês nos sites:

Para conferir as especificações técnicas dos painéis solares clique aqui, fornecido pelo site Clean Technica.

30 de ago. de 2013

Célula solar orgânica de alta eficiência

Fonte: IFSC USP


O inventor das células solares orgânicas, Michael Gratzel, deu outro impulso marcante à sua criação original.
Sua equipe construiu células solares sensibilizadas por corante (DSSC) em uma versão de estado sólido - as DSSC são também conhecidas como "células de Gratzel".
A DSSC de estado sólido utiliza um material chamado perovskita (CaTiO3) para coletar a luz, funcionando também como material de transporte das cargas positivas para substituir o eletrólito líquido da célula.


Os protótipos apresentaram uma eficiência recorde de 15% na conversão de energia solar em eletricidade, aproximando-se muito das células solares de silício.
A equipe acredita que a inovação representa uma nova etapa no desenvolvimento das células solares orgânicas, agora em um novo patamar de eficiência.
Esse tipo de célula solar tem potencial para ser muito barato, podendo ser fabricado em larga escala, sobre substratos plásticos transparentes.


Sites Consultados:
Inovação Tecnológica
IFSC USP
Refrisat Blog
Energia Inteligente UFJF

Pneus para a pavimentação de rodovias

Fonte: Rheo Set


Dos 170 mil quilômetros de malha asfáltica que percorrem o território brasileiro, atualmente 8 mil destes são os chamado “asfalto-borracha”. O que de fato torna esse método interessante, é o seu processo: Para cada quilômetro pavimentado, são utilizados 600 pneus onde o maior grupo responsável utiliza o asfalto-borracha por meio da reciclagem.



Embora esta tecnologia exista há mais de 5 décadas, o Brasil só teve acesso a partir dos anos 2000. A grande questão em voga é a construção de uma consciência ambiental capaz de auxiliar em projetos como esses, tendo em vista que anualmente, são descartados mais de 30 milhões de pneus.


Um dos maiores argumentos utilizados, todavia, é do encarecimento da pavimentação (cerca de 30%), como relata o consultor em pavimentação, Firmino Sávio de Souza: “Se precisa de um processo industrial para adicionar a borracha que vai dar condição de melhor resistência ao impacto de tráfego e da intempérie é óbvio que fica mais caro.” 



Não obstante disso, desde o começo de 2012, uma política pública bem interessante tomou as rodovias do estado de São Paulo: são utilizados asfalto enriquecido com borracha pulverizada provinda de pneus inservíveis para a construção de vias. 

Fonte: SiNiCESP

Este plano foi garantido pelo deputado do Partido Verde, Reinaldo Alguz, tomando como base a preocupação com o volume excessivo de produção de resíduos sólidos, no qual a procura por uma destinação adequada seja buscada.



26 de ago. de 2013

Concreto Romano - Concreto Marítimo

Fonte: Berkeley Lab


Algo curioso sobre o concreto usado pelos antigos romanos é sua incrível resistência e durabilidade, o concreto atual simplesmente não consegue chegar aos pés deste material produzido durante o período clássico da antiguidade. 




A pesquisa, liderada pelo brasileiro Paulo Monteiro, feita pelo Laboratório Berkeley da Universidade da Califórnia, juntamente com outros institutos internacionais, descobriu a razão do porque existirem portos romanos feitos de concreto que resistem a mais de 2000 mil anos de ação contínua do desgaste químico e físico das águas do mar.

Fonte: Global Wood


Os romanos utilizam uma mistura de cal, cinzas vulcânicas, tufo vulcânico e água do mar, tudo isso em uma fôrma de madeira. A água do mar hidratava a cal e nessa reação incorporava água em sua estrutura e assim dava liga à mistura. Ainda assim isso não é surpresa.


Fonte: Global Wood


Hoje utilizamos o cimento Portland como principal agente no concreto moderno, porém sua produção é responsável por 7% das emissões mundiais de CO2, uma porcentagem considerável. Essas altas emissões se devem ao fato de ser necessário aquecer a mistura que gera o cimento Portland a mais de 1450ºC, consumindo enormes quantidades de energia e gerando muita poluição.
No processo de produção romano a cal era aquecida a apenas 900ºC, dois terços da temperatura necessária para fabricar o cimento Portland, às vezes menos ainda. Só essa redução de temperatura geraria uma enorme economia da energia de produção e redução nas emissões de CO2. Além de utilizar muito menos cal que o cimento atual. Apesar de responder a fonte de sua maior sustentabilidade não é aqui que está a resposta para durabilidade do concreto.
Quando o concreto atual é hidratado ele gera o que chamamos C-S-H, Silicatos Hidratados de Cálcio. Já o concreto romano quando era hidratado gerava o que está sendo chamado pelos pesquisadores de C-A-S-H, Silicatos-Aluminatos de Cálcio Hidratados. Sendo o C-A-S-H o real responsável pela durabilidade e resistência física do concreto romano.




Essa combinação de elementos surge devido ao uso de material vulcânico rico em alumínio. Este material quando passa pelo processo de hidratação e se solidifica em seguida forma uma estrutura cristalina extremamente resistente, pouco encontrada no concreto atual, sendo mais comum em misturas contendo material pozolânico.
Espero que esta visão sobre o concreto possa ser empregada em nosso cotidiano em breve, para reduzir nosso impacto no meio ambiente e aumentar a qualidade de nossas construções.




Sites Consultados: